segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nascimento-abandono e dor

Como todos que me conhecem sabem, eu era apaixonada pelo Flávio
pai do meu filho.
Mas fui traída e abandonada grávida.
As dificuldades foram muitas, meus pais apesar de pessoas
simples, fizeram tudo que estava ao alcance deles para que
eu e meu filho sofressemos menos.
Moravamos num quarto com uma pequena cozinha e um pequeno banheiro, eramos sete pessoas dividindo o pequeno espaço.
Mas algo que me marcou foi a capacidade dos meus pais de amar e acolher as pessoas, sem esperar nada em troca, dividindo o poucoque tinham.
A minha gravidez foi de risco, minha alimentação précaria, mas o que mas me machucava
era o abandono, a maneira com que o Flávio foi embora sem nenhum pingo de arrependimento por ter me traído, e sem se importar com seu filho.
Eu ficava pensando dia após dia, como meu filho iria crescer sem um pai...
como ele iria entender que eu é que fui traída e abandonada, e que não tive culpa
do pai dele ter partido sem se importar com nada.
A minha gravidez foi triste, eu vivia chorando pelos cantos, não tinha um berço, nem roupinhas, tive diversos problemas de saúde e não podia trabalhar.
Nunca vou esquecer do dia em que o Raphael nasceu, não tinha uma roupa boa para sair do Hospital e nem manta, saiu enrolado numa fralda, e vestia uma camisa de pagão simples.
Mas duro mesmo foi chegar em casa e não ter berço e nem mosquiteiro, eu morava no Jardim Clarice, e era infestado de mosquitos...Chorei muito, até que derrepente chega a minha casa a Silvia, uma mulher que eu nem conhecia ela era amiga da minha tia Zeli.
Silvia foi um anjo desses que Deus coloca em nossas vidas e que surgi sem a gente
esperar, e tras a paz em pequenos gestos.
Ela veio com um carrinho, um mosquiteiro de carrinho, e muitas mantas e roupinhas
me fazendo sorrir novamente, me mostrando mas uma vez o valor da solidariedade.

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